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Além do princípio do prazer ... cem anos

‘Morte e sexualidade’ já estavam presentes no pensamento de Freud desde suas férias na Toscana, em 1897. Em Pisa, o que lhe interessou foi a visita ao Camposanto, onde adquiriu o cartão com a reprodução do quadro “Le Triomphe de la mort” de Buonamico Buffalmacco (1315). Logo após, em Orvieto, visitou a Cadetral com os afrescos de Signorelli; o Juízo Final inspirou suas elaborações sobre o mesmo tema: Morte e Sexualidade em 1898.

Cerca de 20 anos mais tarde, o tema retorna em meio aos desafios que a clínica impõe, numa publicação intitulada ‘Além do Princípio de Prazer’.

S. Freud adverte que: “Muitos haverão de balançar a cabeça diante deste ensaio...”, uma vez que ele é fruto de suas especulações.

“Obscuro”, mal compreendido à sua época, instigante e ao mesmo tempo esclarecedor, o ensaio - passados 100 anos - ainda nos convoca ao trabalho e nos incita a acompanhar com atenção a “torção” que promove na teoria e na clínica psicanalítica.

Rico em seus aportes – tanto no que diz respeito à teoria das pulsões, quanto aos desafios clínicos ligados à compulsão à repetição; tanto no que diz respeito à teoria das neuroses, quanto ao manejo da transferência, o brincar e o sonhar, persiste como pedra de espera a provocar contribuições.

Entre essas, apresentamos um texto-homenagem de Ana Maria Portugal, nossa colaboradora no Seminário de Leitura de Freud, reafirmando a importância desta data.

Coordenação do Seminário de Leitura de Freud

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