Comissões . Comissão de Publicação

PUBLICAÇÃO

 

“Publicar Transfinitos. Este momento é um dos pilares da fundação de uma Escola […] É uma necessidade lógica a publicação do percurso, do produto do nosso trabalho. A amarração do que vem acontecendo só se dá através da letra. Os textos, os escritos, em sua materialidade, fazem circular o saber em outro registro. É momento de escritura”. *

[…] “a partir de Lacan, exige-se um compromisso muito maior com o escrito […] Psicanálise que se pauta na diferença entre transmissão e ensino: o que se transmite é da ordem de um real que descompleta o saber e, portanto, o ensino”. **

Estes pequenos trechos dizem de uma história: número zero de Transfinitos. O início de um trabalho de sustentação de uma Escola para a Psicanálise: Aleph – Psicanálise – Transmissão. Também indicam o que seria a diferença entre uma publicação de Psicanálise e uma produção acadêmica, onde o que vale é o acúmulo do saber, diante do imperativo de “mais saber”, “mais publicar”, “mais títulos a adquirir”.

Hoje, 20 anos depois, pode-se dizer que o Aleph atualiza aquele momento, pois a fundação de uma Escola se dá a cada vez, a cada encontro, a cada escrito.

Com essas balizas, lançadas há 20 anos, seguimos o nosso compromisso de registrar o possível do impossível de um trabalho analítico, que “só se dá através da letra”.

(*) FRICHE, Maria Augusta. “Apresentação”. Revista Transfinitos 0, Belo Horizonte, Autêntica Editora, 1999.

(**) ARREGUY, Elisa. “Escrever Psicanálise”. Revista Transfinitos 0, Belo Horizonte, Autêntica Editora, 1999.

COMISSÃO DE PUBLICAÇÃO

Maria Augusta Friche

Mônica Belisário

Valéria Brasil