Atividades Semanais

Projetos para Investigação em Psicanálise

Queridos colegas,

 “Sobre a obra de Freud, seus escritos férteis, Lacan diz que são ‘pedras de espera’, enigmas que tornam esses textos problemáticos ‘de tal modo que ler Freud é reabrir questões’, questões que poderíamos crer resolvidas. Leiamos, pois, ou tentemos ler, com toda ingenuidade, sem prejulgar nem os impasses freudianos, nem sua superação lacaniana, as querelas de Freud sobre a questão da angústia, tendo ao centro deste percurso o ensaio de 1926, Inibição, Sintoma e Angústia, ensaio tardio sobre o qual temos algumas razões para pensar que ganha todo o seu interesse quando deciframos tanto o que o precedeu quanto o que o sucedeu nesta questão.

A menção às etapas deste itinerário poderá ser a oportunidade para entender, melhor do que em outras circunstâncias, o modo como Freud trabalhava. Com efeito, esses textos que tratam da angústia nunca se revelam completamente, e eis aí, ao mesmo tempo, uma de suas dificuldades e uma de suas especificidades […] cujo caráter incompleto e, como tal, insatisfatório, Freud nunca deixa de enfatizar”. [Para ler Freud Inibição, Sintoma e Angústia por Michel Plon, Ed. Civilização Brasileira, 2024].

Bem-vindos a mais uma temporada do Projetos para Investigação em Psicanálise!

No dia 6 de março às 10h30, retomaremos a investigação do texto Inibição, Sintoma e Angústia (1926), sua localização no nó borromeano e as consequências clínicas decorrentes.

Neste texto, Freud discute logo de saída, a distinção entre Inibição – a  restrição de uma função do Eu – e Sintoma – que vale como sinal de algum processo patológico. Retomando o caso Hans e o caso do Homem dos Lobos, à luz do artigo ‘O Eu e o Isso’ (1923), destaca um achado: a força motora do recalque é a angústia de castração. Nesse ponto da elaboração, conclui que “foi a angústia que produziu o recalque e não, como […] anteriormente acreditava, o recalque que produziu a angústia”.  A partir desta constatação, Freud retoma a histeria e se detém nos mecanismos que caracterizam a neurose obsessiva.

Nos próximos encontros, leremos os capítulos V e VI, onde se destacam estes mecanismos – as estratégias de defesa da neurose obsessiva frente à angústia de castração e a formação de sintomas.

As atividades ocorrem de modo híbrido.

Com entusiasmo, aguardamos vocês.

Bethânia Pena

Graça Curi

Lícia Dias

Paula Strozenberg