Comissões . Comissão de Direção

O que faz uma Escola de Psicanálise? Lacan nos deixa uma tarefa: “Trata-se de uma Escola, mas não de uma Escola qualquer. Se vocês não são responsáveis por ela, cada qual diante de si mesmo, ela não tem nenhuma razão de ser. E a responsabilidade essencial da Escola é fazer avançar a Psicanálise e não constituir uma casa de repouso para veteranos”.

O Aleph, ao longo dos anos, vem sustentando um trabalho que pretende fazer eco a essa convocação lacaniana. Uma aposta a ser sempre atualizada.

Sabe-se, quando se trata da transmissão da Psicanálise, que não se pode dizer “A Escola”, mas efeitos fugazes de Escola, efeitos captados em cada ato, em cada escrito, em cada aproximação do real da experiência. “A psicanálise não se transmite como qualquer outro saber”, diz Lacan, em seu Seminário 17. O saber carrega a incompletude. Somente pode-se dizer a posteriori que houve d’Escola.

“Muito se fala do coletivo, mas a tendência a se individualizar precisa sempre ser atravessada. Isso é sutil, mas cada um deve ceder um pouco […] explicitar que a Escola se sustenta através de seus membros e participantes, e é isso que constitui o coletivo de analistas” (Silvia Myssior, texto inédito).

A dobradiça “individual/coletivo” se faz presente no permanente movimento de sustentação dessa aposta.

Aleph – Escola de Psicanálise, pois, vem convocar seu “coletivo de analistas”, cada um, a se implicar no trabalho cotidiano do “fazer Escola”.

Comissão de Direção:
Silvia Myssior
Mônica Belisário
Jeanne D’Arc Carvalho
João Carlos Martins