Atividades Semanais

CINEMA NA BIBLIOTECA SIGMUND FREUD

Ela – Eu te esquecerei! Eu já te esqueci!

Olha como eu te esqueço! Me olha!

Hi-ro- shi-ma. É teu nome.

Ele –  É meu nome. Sim. Teu nome é Nevers.

Ne-vers- en – Fran-ce” (Duras, M.).

A Biblioteca Sigmund Freud convida para uma conversa sobre o filme Hiroshima, meu amor, lançado em 1959, com direção de Alain Resnais e roteiro e diálogos de Marguerite Duras.

Para comentar o filme, contaremos com a presença de Vanda Pignataro, que escolheu dois fragmentos de textos para orientar essa conversa:

“A escrita e o amor tocam na mesma impossibilidade. E, por causa disso, um e outro perseveram em se escrever. E, ao aproximar-se da fenda de Hiroshima, do hiato intransponível do encontro, a escrita, como o amor, pode inventar um nome, proferir uma nominação” (Vidal, 2016)1.

“Entre nós, entre os homens e as mulheres? É impossível. Eu não vejo nada em comum, parte-se de registros diferentes; é como se houvesse um que toca violino numa peça e o outro que toca piano!” (Duras). Devemos responder a Marguerite Duras que, se o violinista e a pianista tocam bem suas partituras, o que exige dons, desejo e trabalho, a música pode ser muito bela e deixar belas lembranças do concerto? Sem dúvida, ela própria fez essa experiência, já que acrescenta que ama apenas os homens, não as mulheres” (Sansom, 2016)2.

Convidamos todos a assistir ao filme antes do encontro. A obra encontra-se disponível na plataforma de streaming MUBI. O evento acontecerá no sábado, 31 de outubro, às 10h, em formato híbrido, no Aleph – Escola de Psicanálise. O link para participação online será enviado posteriormente por e-mail. O evento é gratuito e aberto ao público. Solicitamos aos interessados não participantes da Escola que se inscrevam pelo e-mail – aleph.psicanalise@gmail.com.

            Aguardamos vocês!

  1. VIDAL, Eduardo. De Hiroshima a Bouchenwald, um outro amor. Escola Letra Freudiana – Letra irredutível, M.D. – Ano XXXV – n. 48 (2026)
  2. SAMSON, Françoise. As mulheres, os homens… Escola Letra Freudiana – Letra irredutível, M.D. – Ano XXXV – n. 48 (2026)

 

Comissão da Biblioteca Sigmund Freud

Henrique Dias Nascimento A. Alves

Mônica Brandão

Suzanne Bouchardet