Atividades

Seminário de Leitura de Freud

Inflamai-vos! Somente em combustão
 Conhecereis o mundo no seu imo
Pois no mistério é que começa a Vida.
Stefan Zweig-Amok

 

“Agressividade e seus destinos” – essa conjugação já indica a dimensão pulsional da agressividade, desobrigada de qualquer predicativo e de qualquer transitividade. A agressividade se verifica em Freud como uma tendência inerente ao sujeito, um fato da estrutura: “[…] por pressão de uma pulsão entende-se seu fator motor, a soma de força ou a medida da exigência de trabalho que ela representa. O caráter impelente (der Charakter des Drängenden) é uma característica geral da pulsão, sua própria essência” (Freud, 1915).

No texto “Análise de uma fobia…”, Freud é simples e claro ao dizer: “a cada pulsão o seu próprio poder de se tornar agressiva” (Freud, 1909). Quanto aos destinos, Freud fornece as pistas do que vai desembocar num paradoxo. É a necessidade de desviar a agressividade para “fora” que abre o caminho para o encontro com o outro – o estranho. E isso é imprescindível para a constituição do sujeito.

Mas, ao mesmo tempo que o sujeito não pode prescindir desse outro para que possa se constituir, a história do sujeito, e também “das humanidades”, é uma história de domínio e de destruição do outro. “Em circunstâncias que lhe são favoráveis, quando as forças anímicas contrárias que normalmente a inibem se encontram fora de ação, ela (a agressividade) também se manifesta espontaneamente e revela o homem como uma besta selvagem, a quem a consideração para com sua própria espécie é algo estranho” (Freud, 1930).

Neste Seminário de Leitura, vamos seguir essa trilha, que se apresenta desde o início até o final da obra de Freud.

Frequência: quinzenal, às quintas-feiras
Horário: das 20:30 às 22:00
Local: Aleph – Escola de Psicanálise
Datas: 21 mar; 4 e 18 abr; 2 e 16 maio; 6 jun; 1 ago; 5 e 19 set; 3 e 17 out; 21 nov.

 

COORDENAÇÃO
Ana Maria Portugal (convidada)
Cristina Holzinger
Lícia Mara Dias
Mônica de Almeida Belisário